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Tereza Cristina é a “bala de prata” de Alcolumbre na disputa pelo Senado

Tereza Cristina é a “bala de prata” de Alcolumbre na disputa pelo Senado

Por: Redação

A disputa pela Presidência do Senado ganhou contornos definitivos nesta semana. A eleição está prevista para 1º de fevereiro de 2027, em Brasília, e para vencer são necessários 41 votos entre os 81 senadores.


De um lado está Davi Alcolumbre (União-AP), que busca a reeleição. Ele afirma já contar com 48 apoios e tem o respaldo de União Brasil e Progressistas, que anunciaram apoio à sua recondução, além da esquerda. Lula prometeu o apoio do PT a Alcolumbre. Do outro, o PL oficializou na quarta-feira (4) a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), cujo partido terá a maior bancada da nova legislatura.


Voto exposto como arma


A estratégia de Marinho é fazer os senadores declararem desde já o voto e exibirem a cédula no dia da votação em plenário, para dificultar traições. A ironia é que o mecanismo foi usado pelo próprio Alcolumbre. Em 2019, ele empunhou a bandeira da transparência contra Renan Calheiros; sob pressão das redes, senadores mostraram seus votos e Renan desistiu da disputa. Em 2023, Marinho teve 32 votos contra 49 de Rodrigo Pacheco.


Os bastidores: o acordão de Tereza Cristina


Publicamente, Tereza Cristina (PP-MS) se apresenta como alternativa. Ela divulgou nota afirmando que não deixará a disputa mesmo após o União-PP anunciar apoio a Alcolumbre, e já declarou que quer ser a primeira mulher a comandar a Casa.


Mas, segundo apurou o Alô Juca com fontes do Senado, a senadora é a verdadeira “bala de prata” de Alcolumbre. Tereza teria fechado um acordo com PP e União Brasil para ser a sucessora do atual presidente no comando da Casa. Por isso, de acordo com essas fontes, ela não deve retirar seu nome agora: manter a candidatura ao lado de Marinho garante protagonismo neste momento da disputa, sem fechar as portas para o projeto de suceder Alcolumbre.


A conta também pesa contra Marinho. Ainda segundo o Alô Juca, dos quatro senadores do PP, dois devem votar com Alcolumbre, o que já tira de Marinho a maioria que a oposição projeta.

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