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NA MIRA DO MP: Shopping Salvador é investigado após sequestro de família no estacionamento

NA MIRA DO MP: Shopping Salvador é investigado após sequestro de família no estacionamento

Por: Redação

Após quase quatro meses do sequestro ocorrido no estacionamento do Shopping Salvador, o centro comercial passou a ser investigado pelo Ministério Público da Bahia. As investigações buscam apurar questões relacionadas à segurança do local.


Segundo decisão assinada pelo promotor Saulo Murilo de Oliveira Mattos, da 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor de Salvador, e publicada nesta segunda-feira (6), o shopping deverá informar detalhes sobre os protocolos de segurança adotados, para que seja apurado se o ocorrido foi resultado de falhas na vigilância ou um caso isolado.


O centro comercial também deverá enviar informações sobre as equipes de segurança disponíveis no local, o funcionamento das câmeras de monitoramento e os registros de ocorrências dos últimos cinco anos. Além disso, queixas relacionadas à segurança do shopping também serão averiguadas.


Em nota, a administração do Shopping Salvador informou que está colaborando integralmente com o Ministério Público e demais autoridades competentes, observando o sigilo necessário à investigação em curso. O empreendimento afirmou ainda que segue cumprindo rigorosamente todos os prazos e atendendo às solicitações oficiais, fornecendo as informações requeridas dentro dos trâmites legais.


O crime que motivou a investigação aconteceu em março, quando uma idosa de 77 anos e duas filhas foram sequestradas no estacionamento de um shopping e mantidas em cárcere por cerca de 12 horas, em uma casa abandonada no bairro de Plataforma. Sob ameaça, elas foram obrigadas a fazer transferências bancárias, e familiares identificaram uma tentativa de envio de R$ 50 mil via Pix para a conta de Emile Quessia Oliveira da Silva Sena, apontada como executora do sequestro.


Emile foi presa em flagrante por extorsão mediante restrição de liberdade e já responde por organização criminosa, tráfico de drogas e homicídio. O marido dela, Pedro Vitor Lima Sena Júnior, apontado como líder do grupo, teria ordenado o crime de dentro da Penitenciária Lemos de Brito e, depois, foi transferido para um presídio de segurança máxima.


As vítimas foram resgatadas em 16 de março durante uma operação do Deic, DHPP e Core. Dez dias depois, a Operação Pedrinhas localizou outros sete envolvidos: dois morreram em confronto, cinco foram presos e armas foram apreendidas.

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